“A culpa não é minha, nem sua. São só armadilhas
da vida em nossas vidas.” –
Flora Lis
Imagine a cena: Você está descansando em casa num domingo à tarde, na
sua sala tranquilamente, já com os olhos pesados. De súbito ouve o ruído
estrondoso na vidraça. Você corre, olha para todos os lados e não vê ninguém. O
que você faz? Sai de casa, e corre entre as casas em busca do responsável pelo
malfeito? Ou, resignado junta os caquinhos e varre a sala depressa para que
ninguém se fira?
Tudo o que acontece tem uma causa, um efeito gerador. As coisas ruins
são decorrentes de erros de toda espécie. É claro que os culpados quando
identificados devem pagar pelos seus erros. O problema é que as pessoas gastam
muito mais tempo tentando identificar possíveis culpados, ou tentando se eximir
de suas próprias culpas, do que trabalhando efetivamente em busca de soluções.
Apontar culpados não ajuda a mitigar os problemas! A questão é somos parte de
um mesmo corpo, então: "Quando a culpa é de todos, não é de ninguém."
(Concepción Arenal). E a gente aqui falando em buscar um “Pai” para o problema.
Estou certo de que se decidirmos parar de caçar as bruxas, e começarmos
a agir no sentido de corrigir as anomalias, teremos melhores resultados em
todos os campos da nossa vida. Assumindo a responsabilidade pelo curso que
quisermos tracejar, ao invés de perder tempo e energia apagando os incêndios.
Uma verdade a ser lembrada é que todos nós cometemos erros. Em certos momentos
nós somos as Bruxas. Sendo assim, temos que ser mais realizadores do que
inquisidores.
Não adianta nada repetir essa verdade milhões de vezes para quem já
está habituado a se esquivar das responsabilidades. Eu falo para quem tem
coragem! O fato é que quem se exime das culpas também se afasta das
responsabilidades e quem se afasta das responsabilidades é covarde.
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