sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Deixem as Bruxas em paz!


“A culpa não é minha, nem sua. São só armadilhas da vida em nossas vidas.” –
Flora Lis

Imagine a cena: Você está descansando em casa num domingo à tarde, na sua sala tranquilamente, já com os olhos pesados. De súbito ouve o ruído estrondoso na vidraça. Você corre, olha para todos os lados e não vê ninguém. O que você faz? Sai de casa, e corre entre as casas em busca do responsável pelo malfeito? Ou, resignado junta os caquinhos e varre a sala depressa para que ninguém se fira?

Tudo o que acontece tem uma causa, um efeito gerador. As coisas ruins são decorrentes de erros de toda espécie. É claro que os culpados quando identificados devem pagar pelos seus erros. O problema é que as pessoas gastam muito mais tempo tentando identificar possíveis culpados, ou tentando se eximir de suas próprias culpas, do que trabalhando efetivamente em busca de soluções. Apontar culpados não ajuda a mitigar os problemas! A questão é somos parte de um mesmo corpo, então: "Quando a culpa é de todos, não é de ninguém." (Concepción Arenal). E a gente aqui falando em buscar um “Pai” para o problema.

Estou certo de que se decidirmos parar de caçar as bruxas, e começarmos a agir no sentido de corrigir as anomalias, teremos melhores resultados em todos os campos da nossa vida. Assumindo a responsabilidade pelo curso que quisermos tracejar, ao invés de perder tempo e energia apagando os incêndios. Uma verdade a ser lembrada é que todos nós cometemos erros. Em certos momentos nós somos as Bruxas. Sendo assim, temos que ser mais realizadores do que inquisidores.

Não adianta nada repetir essa verdade milhões de vezes para quem já está habituado a se esquivar das responsabilidades. Eu falo para quem tem coragem! O fato é que quem se exime das culpas também se afasta das responsabilidades e quem se afasta das responsabilidades é covarde.

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